Acelerar a manutenção de campo exige acesso rápido a ordens de serviço, manuais e diagramas técnicos no pé da máquina. No entanto, em ambientes como petroquímicas, refinarias e silos, o uso de smartphones ou tablets comerciais comuns é proibido devido ao risco real de explosões geradas por faíscas ou superaquecimento interno.
Para resolver esse gargalo entre produtividade e conformidade regulatória, é que surge o tablet para área classificada, levando o poder dos dados à linha de frente operacional com segurança máxima e risco zero de ignição.
O que muda na engenharia de um tablet para área classificada com certificação Ex?
Levar um dispositivo dotado de processadores potentes e telas retroiluminadas para uma atmosfera explosiva exige uma reformulação completa do hardware. E é por isso que um tablet industrial certificado não é apenas um aparelho comum dentro de uma capa reforçada. Entenda melhor a seguir:
O princípio da limitação de energia (Segurança Intrínseca)
O grande pilar que sustenta a segurança de um tablet para área classificada é o método de proteção conhecido como Segurança Intrínseca (Ex i). Diferente de outros métodos que tentam conter uma explosão dentro de uma caixa robusta, a segurança intrínseca impede que a explosão aconteça.
A engenharia interna desses dispositivos é projetada de forma a controlar rigorosamente as tensões, correntes elétricas e o acúmulo de calor em todos os circuitos.
Mesmo sob condições de falha interna, curto-circuito ou após um impacto severo (como uma queda acidental de um mezanino metálico), a energia disponível no hardware é incapaz de gerar arcos elétricos (faíscas) ou temperaturas de superfície elevadas o suficiente para inflamar os gases ou poeiras presentes no ambiente.
A obrigatoriedade do selo INMETRO no Brasil no Tablet para área classificada
Para indústrias que operam no território nacional, possuir certificações internacionais renomadas (como a europeia ATEX ou a global IECEx) é um excelente indicativo de qualidade, mas não confere validade jurídica ao equipamento isoladamente.
No Brasil, para operar legalmente em áreas de risco, o dispositivo deve possuir obrigatoriamente a certificação compulsória emitida por um Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado, resultando na portaria e no selo do INMETRO (marcação Ex).
Essa homologação blinda a empresa juridicamente contra pesadas penalidades fiscais e trabalhistas associadas às Normas Regulamentadoras (como a NR-10 e a NR-33), além de garantir a validade de apólices de seguro em caso de sinistros.
Benefícios imediatos de um tablet para área classificada na rotina da planta
Substituir o fluxo de trabalho analógico por dispositivos móveis intrinsecamente seguros transforma os indicadores de produtividade e segurança da manutenção.
Redução do MTTR (Tempo Médio de Reparo)
Quando uma máquina crítica para o processo sofre uma pane, cada minuto de linha parada representa prejuízos financeiros severos. Com um tablet Ex no campo, o técnico elimina o tempo gasto se deslocando até a sala de engenharia para buscar manuais ou históricos.
Ele acessa instantaneamente diagramas de causa e efeito, plantas de tubulação (P&IDs) e o histórico de manutenções anteriores do ativo diretamente no local, agilizando o diagnóstico e reduzindo o MTTR de forma drástica.
Coleta de evidências e auditoria em tempo real
O preenchimento de checklists em papel abre margem para esquecimentos, rasuras ou perda de dados.
O uso de um tablet para área classificada equipado com câmeras de alta resolução integradas e certificadas Ex permite que o inspetor registre fotos e vídeos de não conformidades (como trincas, vazamentos ou corrosão sob o isolamento) e anexe os arquivos diretamente na ordem de serviço eletrônica, gerando relatórios confiáveis e auditáveis na hora.
Agilidade na liberação de Permissões de Trabalho (PT)
A burocracia na liberação de documentos de segurança, como a Análise Preliminar de Risco (APR) e a Permissão de Trabalho (PT), costuma atrasar o início das atividades de manutenção.
O tablet móvel permite coletar assinaturas digitais ou biométricas de supervisores e operadores à beira do equipamento. Isso elimina o trâmite físico de pranchetas entre a área operacional e a sala de controle, liberando as equipes para o trabalho de forma muito mais rápida e segura.
Como escolher o modelo ideal de tablet para área classificada?
A especificação do dispositivo correto deve ser balizada por critérios técnicos que equilibrem o risco normativo da área e a demanda de software da empresa.
Classificação de Zona (Zona 1 vs. Zona 2)
O primeiro passo para não errar na categoria de proteção é identificar o nível de risco da atmosfera conforme o estudo de classificação de áreas da planta:
Zona 1 e 21: Ambientes onde a atmosfera explosiva na forma de gás (1) ou poeira (21) é provável de ocorrer em condições normais de operação. Exige tablets com nível de proteção mais rigoroso (como o modelo IS930.1 ou a linha IS940.1, ambos fornecidos pela HEATEX).
Zona 2 e 22: Ambientes onde a presença de misturas inflamáveis é improvável e, se ocorrer, será por curtos períodos (condições de anomalia). Permite a especificação de dispositivos voltados para essa categoria (como o modelo IS930.2), otimizando o orçamento do projeto.
Escolhendo o Sistema Operacional do tablet para área classificada (Android ou Windows)
A escolha do sistema operacional deve olhar diretamente para o ecossistema de TI já existente na corporação:
Plataforma Android: Ideal para operações focadas em aplicativos móveis leves, formulários dinâmicos de checklist, leitura de QR Codes/NFC em ativos e integração ágil com plataformas modernas de IoT.
Plataforma Windows: Essencial para equipes de engenharia que necessitam rodar softwares desktop nativos e pesados, como programas de calibração de instrumentos via protocolos industriais (HART/Fieldbus), visualizadores de diagramas 3D complexos ou integração profunda com redes corporativas legadas através de diretrizes do Active Directory.
Ergonomia e robustez industrial do tablet para área classificada importa
A usabilidade em campo dita o nível de adoção da tecnologia pelos operadores. O dispositivo ideal deve contar com telas de alta visibilidade e alto índice de luminosidade (medido em Nits), combinadas com tratamentos antirreflexo para permitir a leitura clara sob luz solar direta em pátios abertos.
Além disso, a tecnologia do touchscreen capacitivo deve ser calibrada para suportar respingos de chuva ou óleo e responder perfeitamente aos comandos mesmo quando o trabalhador estiver utilizando luvas de proteção individual (EPIs).
O conjunto deve ser complementado por certificações de resistência contra quedas severas (MIL-STD-810H), vedação total contra poeiras e água (IP68) e alças de mão ergonômicas para transporte seguro durante longas jornadas de trabalho.
HEATEX ENGENHARIA: Sua parceira na digitalização segura de áreas Ex
Implementar a mobilidade em ambientes industriais de alto risco exige muito mais do que apenas adquirir hardware: demanda o suporte de quem entende as nuances da engenharia de segurança intrínseca e conformidade regulatória.
